Google quer ser “conselheiro” do mercado de Turismo

Fonte: Panrotas

O Google parece estar cada vez mais interessado no potencial mercadológico do Turismo. Movimentações da companhia indicam que ela estaria em busca de ocupar um papel central na forma como o mercado de viagens é comercializado e consumido na internet. Para isso, a empresa estaria disposta a dialogar com o trade dos Estados Unidos, incialmente.

De acordo com o portal de notícias Tnooz, no início de junho o Google criou um “Conselho da indústria do Turismo”, reunindo em São Francisco representantes de rede de hotéis (Marriott e Hilton), OTAs e outros intermediários (Expedia, Airbnb, Rome2Rio e Tripadvisor), bureaus (Visit Florida), associações (GBTA), agências de investimento (Thayer Ventures), empresas de tecnologia (Concur e Travel Click) e consultores (McKinsey). Os vice-presidentes de compras, Jon Alferness, e viagens, Oliver Heckmann, estariam por trás da iniciativa.

A informação é de que a criação do conselho seria uma tentativa do Google de esfriar os ânimos dos grandes players do segmento, que se viram ameaçados com o posicionamento mais atuante da gigante da internet, extrapolando seu papel inicial de simples provedora de resultados em pesquisas – o que tem causado perdas financeiras para algumas empresas.

O passo seguinte desse novo posicionamento do Google foi a criação de uma espécie de guia para empresas do mercado do Turismo, com estratégias para um melhor aproveitamento de potenciais consumidores na internet. Dividido em quatro “micro momentos” – “sonhando”, “planejando”, “reservando” e “experimentando” –, o guia possui dados de acesso das plataformas Google e conta ainda com dicas e estratégias de captação dos clientes.

“Você não pode vencer se não estiver no jogo. Identifique os micro momentos de viajantes que têm o perfil do seu negócio e então se comprometa a estar lá quando eles ocorrerem”, diz o guia em dado momento. “Se você pretende ganhar os corações e mentes (e negócios) dos viajantes, você precisa fazer mais do que apenas estar disponível. Seja relevante quanto às necessidades das pessoas naquele momento. Os conecte com a inspiração que eles buscam e com as respostas que eles querem”, sugere o Google.

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